Stanius Freitas

Stanius Freitas

Texto: Mahavidya
Recife, fevereiro de 2025.


Stanius Freitas de Albuquerque — amplamente conhecido como Stanius Freitas — é uma figura ilustre de Pernambuco, nascido em João Pessoa, capital da Paraíba, em 15 de outubro de 1945. Sua trajetória é um exemplo de dedicação ao conhecimento e às artes, destacando-se como médico por vocação, professor por paixão, compositor por inspiração e poeta por essência.

Filho do renomado médico Abelson Lyra de Albuquerque e da estimada senhora Branca Noemia Freitas de Albuquerque, Stanius cresceu em um ambiente profundamente influenciado pela cultura, ciência e criatividade, o que moldou sua visão de mundo e suas múltiplas habilidades. Formado em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Stanius construiu uma carreira multifacetada, conciliando brilhantemente as áreas de saúde, educação e artes. Desde 1966, dedica-se também à poesia, enriquecendo o cenário cultural com sua sensibilidade literária.

Na medicina, destacou-se não apenas por sua excelência clínica, mas também por sua capacidade de humanizar os cuidados com os pacientes, conquistando a confiança e admiração de todos que cruzaram seu caminho. Como professor universitário, foi inspiração para inúmeras gerações de alunos, contribuindo de forma significativa para sua formação acadêmica e ética. Sua trajetória acadêmica inclui publicações de diversos trabalhos científicos, reforçando seu compromisso com a disseminação do conhecimento.

Casado com a arquiteta e produtora cultural Vânia Avelar, sua fiel companheira de longa data, Stanius construiu uma sólida parceria fundamentada no amor, no respeito mútuo e na admiração recíproca. Juntos, compartilharam uma jornada de vida marcada por inúmeras conquistas, realizações significativas e um profundo comprometimento com os valores que sempre orientaram suas escolhas e ações.

A PEDRA E EU

Em Guarabira há um rio,
Com uma pedra sentimental
Foi nela quando em menino,
Eu comecei a pescar.
Em março fiz uma visita:
53 anos depois
E quando a pedra me viu,
Começou logo a chorar
Então, é ou não é?
Uma pedra sentimental?

Depois de alguns instantes
Tudo se arrefeceu,
Pois quem já viu, uma pedra chorar!
No fim daqueles instantes,
Quem estava chorando era eu,
Foram as saudades distantes
Do tempo que já passou
O mundo hoje já é outro
E todo mundo mudou
Até então me calei.
A Pedra parou de chorar.


FORMAÇÃO ACADÊMICA

• Medicina - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) - 1971

COMPOSIÇÕES

• Alma e Coração
• Arrastimbu
• Benedita
• Boi de Piranha
• Boi-Cotado
• Boneco de Piche
• Cazá, Cazá, Cazá
• Carrossel
• Catimbu
• Confete e Serpentina
• Desengonçado
• Enroladinho
• Este Galo É o Cara
• Eu Acho É Pouco (Aconchego de Menina)
• Flôr Ardente
• Frevo Vandré
• Frevorando Olinda
• Frevoarraes
• Frevo das Arábias
• Frevo no Espaço
• Guerra dos Plexus
• Luz do Querer
• Matreiro
• Monumento Mundial
• Olinda Eu Quero Mais
• O Jabuti
• Oasis do Cariri
• O Papa Capim
• O Rabo do Dragão
• Papa Close
• Pau do Índio
• Peço a Palavra
• Pinga no Tetéu
• Praia do Buraquinho
• Rainha de Itamaracá
• Relíquias de Igarassu
• Ronco da Tainha
• Ruas do Frevo
• Sanhaçu de Peruca
• Segura o Pirarucu
• Tá Maluco
• Taquanorte
• Vitória Já

LIVROS

• 2012-A Rapidez do Instante



Fotografia:
Acervo de família - Stanius Freitas

Stanius Freitas

Fonte:
Acervo Fonográfico do Museu do Frevo Levino Ferreira

Pesquisa:

Mahavidya
Arlequim